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    sexta-feira, 25 de junho de 2010

    Morada



    Faço de mim
    Casa de sentimentos bons
    Onde a má fé não faz morada
    E a maldade não se cria
    Me cerco de boas intencões
    E amigos de nobres corações
    que sopram e abrem portões
    com chave que não se copia
    Observo a mim mesmo em silêncio
    Porque é nele onde mais e melhor se diz
    Me ensino a ser mais tolerante, não julgar ninguém
    E com isso ser mais feliz
    Sendo aquele que sempre traz amor
    Sendo aquele que sempre traz sorrisos
    E permanecendo tranquilo aonde for
    Paciente, confiante, intuitivo
    Faço de mim
    Parte do segredo do universo
    Junto à todas as outras coisas as quais
    Admiro e converso
    Preencho meu peito com luz
    Alimento o corpo e a alma
    Percebo que no não-possuir
    Se encontram a paz e a calma
    E sigo por aí viajante
    Habitante de um lar sem muros
    O passado eu deixei nesse instante
    E com ele meus planos futuros
    Pra seguir
    Sendo aquele que sempre traz amor
    Sendo aquele que sempre traz sorrisos
    E permanecendo tranquilo aonde for
    Paciente, confiante, intuitivo

    Acabou .-.



    De repente do riso fez-se o pranto
    Silencioso e branco como a bruma
    E das bocas unidas fez-se a espuma
    E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
    De repente da calma fez-se o vento
    Que dos olhos desfez a última chama
    E da paixão fez-se o pressentimento
    E do momento imóvel fez-se o drama.

    De repente, não mais que de repente
    Fez-se de triste o que se fez amante
    E de sozinho o que se fez contente.

    Fez-se do amigo próximo o distante
    Fez-se da vida uma aventura errante
    De repente, não mais que de repente.

    Soneto da Separação - Vinicius de Moraes

    sexta-feira, 4 de junho de 2010

    eu vivi um ano em um tipo de "piloto automatico"...
    acordava, ia pra escola, voltava, ia pro curso, dormia, acorda e todo o ciclo se repetia...
    uma rotina inquebravel q me fez deixar de aproveitar uma ano de minha vida...
    ai no segundo ano veio a responsabilidade do tecnico...
    qndo comecei a gostar da escola [há alguns meses], percebi q era por causa do técnico, logo, isso tah pra acabar...
    eu sei q parece drama, mas eh a vdd...
    talvez eu entre no automático outra vez...
    talvez tente aproveitar meu ultimo semestre sem grandes responsabilidades e não consiga...
    talvez fuja de criar uma rotina e isso me prejudique...
    talvez crie uma rotina e isso tbm me prejudique...

    Acaba a conversa entra o momento de reflexão:

    Tudo bem q são apenas mais 4 meses, mas será que a essa altura, seria saudavel criar outra rotina pra minha vida? Mesmo sabendo que a resposta é não, não creio q isso seja voluntario, mas se isso não foi bom uma vez, por que seria agora?!?
    São tantas as possiveis soluções pro meu problema que sei que não vou chegar em um consenso comigo mesma de modo que eu escolha uma das soluções.
    Eu podia entrar em off e esperar acabar, mas aí não aproveitaria meu ultimo ano naquela escola. Eu poderia aproveitar ao máximo, mas todo o resto seria deixado para trás. Poderia tentar me dedicar aos estudos por pelo menos esses 4 meses, mas aí não poderia entrar em off e nem mesmo aproveitar. Essas são as soluções contextualizadas, se eu for parar para listar todas, vai muito tempo, pois garanto que cada uma tem seus pormenores.
    Logo, começo a pensar, como é o mundo de escolhas em que vivemos. Esse mesmo lugar que diz que tudo é feito pensando nas pessoas. Se fosse, se tudo oq fosse feito neste lugar fosse pensando na comodidade e prazeres das pessoas, não seria um mundo de escolhas. Ter q escolher entre pessoas, entre lugares, entre marcas, entre atos.
    Iniciando um momento de socialismo utópico: por que não pode ser tudo igual? As pessoas, as coisas, as marcas, os lugares? Por que não criar padrões? Quando digo padrões, não me refiro a padrões inalcansaveis ou raros, me refiro a padrões do que seria a média.
    Começo a desconfiar daquele pensamento do querer é poder, de quando se diz que quem quer consegue ou quando dizem que você é o único capaz de influir na sua vida.

    sábado, 27 de fevereiro de 2010

    Sua vida...

    Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida...
    Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:
    "Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes".
    No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:
    - Quem será que estava atrapalhando o meu progresso ?
    - Ainda bem que esse infeliz morreu !
    Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.
    A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"?
    No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo... Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. "SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA."
    O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando "você muda".
    (Fernando Pessoa)

    Você, somente VOCÊ, deve viver sua vida e cuidar dela, aprendi isso por experiencia própria, você deve cuidar de sua vida, viver ela enquanto pode e tentar ser feliz, e do mesmo jeito que você deve viver sua vida, deixe os outros viverem as deles.
    Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
    somente uma época na vida de cada pessoa
    em que é possível sonhar e fazer planos
    e ter energia bastante para realizá-las
    a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
    Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
    e desfrutar tudo com toda intensidade
    sem medo, nem culpa de sentir prazer.
    Fase dourada em que a gente pode criar
    e recriar a vida,
    a nossa própria imagem e semelhança
    e vestir-se com todas as cores
    e experimentar todos os sabores
    e entregar-se a todos os amores
    sem preconceito nem pudor.
    Tempo de entusiasmo e coragem
    em que todo o desafio é mais um convite à luta
    que a gente enfrenta com toda disposição
    de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
    e quantas vezes for preciso.
    Essa idade tão fugaz na vida da gente
    chama-se PRESENTE
    e tem a duração do instante que passa.
    Viver o presente sem medo de errar. Viver a vida com vontade de se entregar para ganhar a felicidade e seguir sua intuição.

    "A vida é um incêndio: nela
    dançamos, salamandras mágicas
    Que importa restarem cinzas
    se a chama foi bela e alta?
    Em meio aos toros que desabam,
    cantemos a canção das chamas!
    Cantemos a canção da vida,
    na própria luz consumida..."
    (Mário Quintana)

    "O Mestre na arte da vida faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu lazer, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Ele dificilmente sabe distinguir um corpo do outro. Ele simplesmente persegue sua visão de excelência em tudo que faz, deixando para os outros a decisão de saber se está trabalhando ou se divertindo. Ele acha que está sempre fazendo as duas coisas simultaneamente."
    (Texto Budista)

    Tudo quanto fazemos, na arte ou na vida, é a cópia imperfeita do que pensámos em fazer. Desdiz não só da perfeição externa, senão da perfeição interna; falha não só à regra do que deveria ser, senão à regra do que julgávamos que poderia ser. Somos ocos não só por dentro, senão também por fora, párias da antecipação e da promessa.

    quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

    Resultado: 45 pontos

    Os outros te vêem como alguém alegre, animado, charmoso, divertido, prático e interessante, alguém que está constantemente no centro de atenções, mas suficientemente bem equilibrado para não deixar isso subir a cabeça. Eles também te vêem como amável, compreensível, alguém que sempre os anima e os ajuda.

    Teste de Personalidade


    Achei muito interessante este teste de personalidade que fiz agora a pouco.
    O legal, é que nenhuma das descrições bate com minhas características.
    É aí que entra aquela grande questão: nunca devemos analisar nenhuma situação de modo generalizado.

    terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

    I hope it's gonna make you notice...



    I've been roaming around
    Always looking down at all I see
    Painted faces, fill the places I can't reach

    You know that I could use somebody
    You know that I could use somebody

    Someone like you, and all you know, and how you speak
    Countless lovers under cover of the street

    You know that I could use somebody
    You know that I could use somebody
    Someone like you

    Off in the night, while you live it up, I'm off to sleep
    Waging wars to shake the poet and the beat
    I hope it's gonna make you notice
    I hope it's gonna make you notice

    Someone like me
    Someone like me
    Someone like me, somebody

    Someone like you, somebody
    Someone like you, somebody
    Someone like you, somebody

    I've been roaming around,
    Always looking down at all I see



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